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domingo, 1 de março de 2015

Desenho urbano Século XIX - Experiências urbanas - Paris

12 - Fevereiro - 2015
Sumário:Desenho urbano Século XIX - Experiências urbanas - Paris
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Em meados do Século XIX era urgente pensar o território e os modos de expansão da cidades, dessa reflexão surgiram propostas alternativas e diferenciadoras da cidade burguesa e industrial.
Dessas propostas destacam-se os bairros especializados para os trabalhadores, construídos pelos industriais preocupados com as condições de vida dos trabalhadores.
A proposta da cidade linear de Soria e Mata articulava o caminho-de-ferro com o progresso urbano, além do transporte ferroviário o transporte motorizado transforma profundamente as cidades.
Todas estas experiências são reflexo das metamorfoses sociais, económicas e demográficas da era industrial.

Paris de Haussmann - Traçado Barroco

Haussmann interviu metodicamente na malha urbana antiga da cidade, renovando as áreas mais fragilizadas com novos traçados e construindo novas infra-estruturas.
O plano de Haussmann tinha como objectivos a circulação descongestionada no interior da cidade de modo a permitir a circulação entre gares. 
Outro objectivo era diminuir a insalubridade e a deteriorização dos bairros. 
Haussmann pensou também sob uma perspectiva de reenquadramento dos monumentos através de grandes eixos viários, retalhando a cidade com um traçado proviniente de praças bem ao gosto da tradição Barroca.
Os elementos urbanos utilizados no plano de Haussmann são o traçado em Avenida, praça como lugar de confluências de vias e o quarteirão.
A estrutura interna do quarteirão, cada lote é definido por perpendiculares à rua. A sua forma é desenhada de modo a evitar ruas demasiadas extensas.
Quanto à arquitectura dos edifícios é regular para produzir um tecido urbano homogeneo.
A unidade formal nas fachadas e coberturas, portas, janelas, cantarias, cornijas, etc.
O quarteirão ganha uma enorme importância e ganha novas funções no seu interior, através da sobreposição de vários pisos com equipamentos e serviços.



Paris
Fonte: http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/architecture/images/Haussmanns-Paris-09.jpg




domingo, 18 de janeiro de 2015

Desenho Urbano - Século XIX

15 - Janeiro - 2015
Sumário: Desenho Urbano - Século XIX 
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As cidades no século XIX tiveram um enorme desenvolvimento. Inicialmente com a continuidade da cidade clássica e aparecimento de novos espaços urbanos chegando à modernidade.
As alavancas para o progresso urbano foram a industrialização e o crescimento demográfico alterando profundamente a sociedade e por sua vez a morfologia da cidade, com a colocação de infraestruturas, equipamentos e novos espaços de habitação. 
O periodo Napoleónico continua a utilizar o Barroco por ser uma arte de ostentação bem ao gosto do poder imperial, com introdução da escala monumental e arcos do triunfo.
A dimensão da cidade altera-se profundamente ganhando uma nova escala, a limitação da cidade passa a ser inutil e as muralhas deixaram de fazer sentido. A cidade teve então a oportunidade de alastrar no território foi o primeiro grande avanço para alcançar a cidade moderna.
A complexidade da cidade oitecentista é expressa em Paris, Barcelona, Avenidas lisboetas e em Inglaterra a Regent´s Street e Regent´s Park de J.Nash.
O desenho urbano com base em traçados, quadriculas, quarteirões, ruas, avenidas e praças teve a sua continuidade no século XIX, criando cidades complexas e mais desenvolvidas com jardins, parques, alamedas, passeios públicos, avenidas e boulevards.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regent´s Street
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/Regent_Street_London.jpg
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regent's Park
Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/Regent%27s_Park_bandstand.jpg  
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paris, Haussmann
fonte: http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/architecture/images/Haussmanns-Paris-09.jpg
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Barcelona, Cerdá
Fonte:http://www.diplomaciayprotocolo.com/revista/images/stories/eixample.jpg  
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avenida da Liberdade
Fonte:http://www.jornaldamadeira.pt/sites/default/files/imagecache/400xY/avenida_da_liberdade.jpg 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Renascimento e Barroco: Elementos urbanos

27 - Novembro - 2014
Sumário: Renascimento e Barroco: Elementos urbanos
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Os elementos urbanos sofreram grandes transformações a praça começa a ser entendida como um recinto espacial público, usufruido por peões, veiculos e como espaço recreativo da malha urbana.
A praça ganha uma enorme importância pois congrega os principais edifícios e monumentos.
É um lugar tradicionalmente constituinte de cenário urbano onde são estratégicamente colocados obeliscos, estátuas e fontes.
Relativamente à fachada é um elemento que garante a ordem visual no espaço urbano através da simetria, proporção e ritmo.
No primeiro Renascimento a fachada é ordenada e apresenta uma grande racionalidade na sua concepção. Por outro lado, no Barroco e no Rococó a fachada sofre uma grande transformação e torna-se exuberante é uma fachada muito mais ligada à emoção do que à razão.
Por volta do século XX o Liberalismo urbano elevou a personalidade criativa do arquitecto almejando uma atitude individualista para cada edifício.
Como exemplos destas transformações urbanas temos: a Place des Vosges; a Baixa Pombalina, Rue de Rivoli; Crescents de Bath e Place Vandôme.
Relativamente aos edifícios singulares são denominados assim pelo valor e significado social, politico ou religioso. São elementos de grande individualidade e expressão urbana tal como: a Câmara Municipal, a Igreja e o Palácio.
De grande relevo cénico são elementos autonomos capaz de gerar malha urbana e pólos de atractividade.
No que diz respeito aos monumentos como elementos urbanos constituem-se como peças individuais de âmbito arquitectónico e escultórico. São elementos de posicionamento destacado. Foi uma invenção renascentista ao utilizarem esculturas romanas para embelezar as cidades como a estátua de Marco Aurélio na Praça de Campidoglio.
São entendidos como monumentos os seguintes elementos: Escultura, obelisco, fonte, arco do triunfo, etc.


Place d'Albertas, Aix-en-Provence
Fonte:fr.wikipedia.org/wiki/Place_d%27Albertas#mediaviewer/File:Immeubles_formant_la_place_d%27Albertas.jpg


Place de Vosges
Fonte: http://www.placesinparis.com/wp-content/uploads/2011/12/fountain_place_des_vosges.jpg


Baixa Pombalina
Fonte: http://www.visitlisboa.com/%2FConteudos%2FEntidades%2FTravel-Planner%2FBaixa-Pombalina%2FPercursos-lisboa_reconstruida-Baixa-Aerea-Unf-44-j.aspx


Rue de Rivoli
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Rue_de_Rivoli,_Paris,_March_2013.JPG


Crescents de Bath
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/31/Royal.crescent.aerial.bath.arp.jpg


Place Vendôme
Fonte: http://www.freemages.pt/album/paris/place_vendome.jpg