domingo, 8 de fevereiro de 2015

Desenho urbano século XIX - Periferia urbana

29 - Janeiro - 2015

Sumário: Desenho urbano século XIX - Periferia urbana
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A fuga da cidade industrializada e o desenvolvimento dos transportes permitiram a expansão para a periferia com a construção de habitações. Os novos meios de transporte permitiram ligar estes novos aglomerados aos centros urbanos.
Os subúrbios proliferaram ocupando o solo desmesuradamente alterando profundamente os modelos urbanos.
Os elementos urbanos alteraram-se a rua passou a ser apenas um percurso, a praça de tradicional espaço de lazer e de encontro social deixa de ser utilizada.
O quarteirão enquanto elemento urbano é abandonado dando lugar à habitação unifamiliar de baixa densidade. Modelo que não favorece o desenvolvimento do espaço urbano, a arborização fazem a ligação entre o edificado e o espaço urbano.
O espaço colectivo perde importância para o espaço privado que se caracteriza por edifícios situados ao centro do lote envolvidos por logradouros deixando de contactar directamente com a via existindo um muro que delimita o lote.
O crescimento do subúrbio rompe com a morfologia urbana tradicional.
A especulação fundiária surge e ganha face às preocupações urbanísticas. 
 
 
 Fonte: Lamas, José Ressano. Morfologia urbana e Desenho da cidade
     

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Desenho Urbano - Século XIX (continuação)

22 - Janeiro - 2015
Sumário:Desenho Urbano - Século XIX (continuação) 
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Neste periodo foram introduzidos equipamentos e serviços que transformaram profundamente as áreas degradadas, como gares de caminho-de-ferro, hospitais, escolas, armazéns comerciais de grandes dimensões e locais de diversão e lazer.
As cidades marcantes pelo seu progresso foram: Paris, Barcelona, Madrid, Lisboa, Berlim, Milão, Turim e Washington.
O quarteirão ganha um papel muito importante na forma como é repetido e por ser um processo de organização rápida.
A cidade transformou-se devido à destruição das muralhas que com a evolução das estratégias militares e o aparecimento de novas armas tornaram as muralhas obsoletas. Também a industrialização contribuiu para o crescimento das cidades, através do consumo do solo.
O aumento demográfico foi também um factor importante para o crescimento das cidades.
Consequentemente, a cidade invade o campo num crescimento acelarado, são criados aneis viários e boulevards.
A cidade tradicional prolonga-se pela cidade da periferia.
Alguns exemplos destas transformações são: Ring de Viena, cidade Besançon, Aix-en-Provence,etc.
Resultado do crescimento urbano surgem as primeiras evidências de tecido urbano periférico em Londres em finais do século XVIII, loteamentos privados utilizando as tipologias Crescent e Circus.


Ringue de Viena
Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Ringstra%C3%9Fe#mediaviewer/File:Wien1858.jpg


Vista do Museu de história natural
Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Ringstra%C3%9Fe#mediaviewer/File:Dr.-Karl-Renner-Ring_Vienna.JPG

domingo, 18 de janeiro de 2015

Desenho Urbano - Século XIX

15 - Janeiro - 2015
Sumário: Desenho Urbano - Século XIX 
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As cidades no século XIX tiveram um enorme desenvolvimento. Inicialmente com a continuidade da cidade clássica e aparecimento de novos espaços urbanos chegando à modernidade.
As alavancas para o progresso urbano foram a industrialização e o crescimento demográfico alterando profundamente a sociedade e por sua vez a morfologia da cidade, com a colocação de infraestruturas, equipamentos e novos espaços de habitação. 
O periodo Napoleónico continua a utilizar o Barroco por ser uma arte de ostentação bem ao gosto do poder imperial, com introdução da escala monumental e arcos do triunfo.
A dimensão da cidade altera-se profundamente ganhando uma nova escala, a limitação da cidade passa a ser inutil e as muralhas deixaram de fazer sentido. A cidade teve então a oportunidade de alastrar no território foi o primeiro grande avanço para alcançar a cidade moderna.
A complexidade da cidade oitecentista é expressa em Paris, Barcelona, Avenidas lisboetas e em Inglaterra a Regent´s Street e Regent´s Park de J.Nash.
O desenho urbano com base em traçados, quadriculas, quarteirões, ruas, avenidas e praças teve a sua continuidade no século XIX, criando cidades complexas e mais desenvolvidas com jardins, parques, alamedas, passeios públicos, avenidas e boulevards.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regent´s Street
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/Regent_Street_London.jpg
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regent's Park
Fonte:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/Regent%27s_Park_bandstand.jpg  
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paris, Haussmann
fonte: http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/architecture/images/Haussmanns-Paris-09.jpg
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Barcelona, Cerdá
Fonte:http://www.diplomaciayprotocolo.com/revista/images/stories/eixample.jpg  
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avenida da Liberdade
Fonte:http://www.jornaldamadeira.pt/sites/default/files/imagecache/400xY/avenida_da_liberdade.jpg 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Renascimento e Barroco: Principios Urbanos



11 - Dezembro - 2014
Sumário: Renascimento e Barroco: Princípios Urbanos
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Este período deixou um enorme legado para a Arquitectura e Urbanismo.
Foram estabelecidos princípios urbanos:

- A Simetria - tem um papel importante para a distribuição e o funcionalismo dos edifícios, construindo uma composição equilibrada entre eixos e planos.
- Perspectiva - Sai do papel como técnica de representação sendo enfatizada nos espaços urbanos.
- A perspectiva fechada através do monumento ou edifício isolado, como por exemplo em Roma sobe as ordens de Sixto V, foram demarcados os pontos de fuga das vias, assinalando também o centro de praças com estátuas e obeliscos. Deste modo, além de marco social, político e cultural constitui-se como elemento gerador da forma urbana.
- Integração - os edifícios são colocados em conjunto em harmonia.
- A adaptação topográfica.



Calçada de São Francisco em Lisboa
Fonte: https://c2.staticflickr.com/2/1040/682593678_81d00742e3_b.jpg


Piazza di Spagna
Fonte: http://images.travelpod.com/tripwow/photos/ta-00b0-c874-0d01/piazza-di-spagna-rome-italy+1152_12890853902-tpfil02aw-27624.jpg


Cours Mirabeau, Aix-en-Provence
Fonte:http://fr.wikipedia.org/wiki/Cours_Mirabeau#mediaviewer/File:Cours_Mirabeau_20100508_Aix-en-Provence_1.jpg


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Renascimento e Barroco: Elementos urbanos (continuação)

4 - Dezembro - 2014
Sumário: Renascimento e Barroco - Elementos urbanos (continuação)
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A partir do Barroco o quarteirão passa por um aperfeiçoamento, tornou-se um elemento planimétrico delimitado por vias que se subdivide em lotes e edifícações.
O quarteirão é um elemento que permite a divisão fundiária do solo numa organização geométrica do espaço urbano. 
Repetido e multiplicado apresenta várias dimensões e tornou-se num gerador de espaço urbano, sendo que o interior é vazado e ocupado por jardins.
No século XVI, os quarteirões do Bairro Alto são o resultado de uma operação de loteamento fora das muralhas fernandinas, foi considerada como a primeira operação urbanista do periodo renascentista em Lisboa.
Tem como caracteristicas uma estrutura geometrizada, cujos habitantes é predominantemente a Nobreza, a Burguesia e homens ligados ao mar.
Relativamente aos quarteirões da Baixa Pombalina, estes são o resultado da proposta de traça iluminista de Eugénio dos Santos e Carlos Mardel para a reconstrução da cidade após o terramoto de 1755.
Trata-se de um sistema de quarteirões permitindo a operação fundiária que formam um bloco edifícado com um saguão central, os quarteirões têm fachadas repetidas e alturas uniformes. Os quarteirões formam ruas que foram hierarquizadas consoante a sua importância e função.
Os espaços verdes foram muito importantes na cidade da época, começou-se a introduzir a árvore e evoluiu-se para a alameda, jardins e parques que priveligiavam novas práticas sociais. Surgiu a arte da jardinaria que trabalha os elementos vegetais: árvores, canteiros, e plantas e prados, com os elementos construídos, muros, balaustradas e esculturas.
No fim do século XVIII e inicio do século XIX os ingleses apostaram na inovação e inventaram o Crescent, o Circus e o Square.
O Crescent trata-se de uma banda de edifícios ou palácios implantados em semi-circulo voltado para um parque ou jardim.
O Circus é um espaço circular com um jardim central.
O Square trata-se de um parque ladeado por construções nos quatro lados, teve origens na Place de Vosges.
Estes espaços eram usufruídos pela burguesia e aristocracia.























Fonte: Lamas, José Ressano. "Morfologia urbana e desenho da cidade".



Fonte: http://home.fa.utl.pt/~camarinhas/Baixa2.JPG














 
 
 
Fonte: http://www.visitlisboa.com/%2FConteudos%2FEntidades%2FTravel-Planner%2FBaixa-Pombalina%2FPercursos-lisboa_reconstruida-Baixa-Aerea-Unf-44-j.aspx

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Renascimento e Barroco: Elementos urbanos

27 - Novembro - 2014
Sumário: Renascimento e Barroco: Elementos urbanos
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Os elementos urbanos sofreram grandes transformações a praça começa a ser entendida como um recinto espacial público, usufruido por peões, veiculos e como espaço recreativo da malha urbana.
A praça ganha uma enorme importância pois congrega os principais edifícios e monumentos.
É um lugar tradicionalmente constituinte de cenário urbano onde são estratégicamente colocados obeliscos, estátuas e fontes.
Relativamente à fachada é um elemento que garante a ordem visual no espaço urbano através da simetria, proporção e ritmo.
No primeiro Renascimento a fachada é ordenada e apresenta uma grande racionalidade na sua concepção. Por outro lado, no Barroco e no Rococó a fachada sofre uma grande transformação e torna-se exuberante é uma fachada muito mais ligada à emoção do que à razão.
Por volta do século XX o Liberalismo urbano elevou a personalidade criativa do arquitecto almejando uma atitude individualista para cada edifício.
Como exemplos destas transformações urbanas temos: a Place des Vosges; a Baixa Pombalina, Rue de Rivoli; Crescents de Bath e Place Vandôme.
Relativamente aos edifícios singulares são denominados assim pelo valor e significado social, politico ou religioso. São elementos de grande individualidade e expressão urbana tal como: a Câmara Municipal, a Igreja e o Palácio.
De grande relevo cénico são elementos autonomos capaz de gerar malha urbana e pólos de atractividade.
No que diz respeito aos monumentos como elementos urbanos constituem-se como peças individuais de âmbito arquitectónico e escultórico. São elementos de posicionamento destacado. Foi uma invenção renascentista ao utilizarem esculturas romanas para embelezar as cidades como a estátua de Marco Aurélio na Praça de Campidoglio.
São entendidos como monumentos os seguintes elementos: Escultura, obelisco, fonte, arco do triunfo, etc.


Place d'Albertas, Aix-en-Provence
Fonte:fr.wikipedia.org/wiki/Place_d%27Albertas#mediaviewer/File:Immeubles_formant_la_place_d%27Albertas.jpg


Place de Vosges
Fonte: http://www.placesinparis.com/wp-content/uploads/2011/12/fountain_place_des_vosges.jpg


Baixa Pombalina
Fonte: http://www.visitlisboa.com/%2FConteudos%2FEntidades%2FTravel-Planner%2FBaixa-Pombalina%2FPercursos-lisboa_reconstruida-Baixa-Aerea-Unf-44-j.aspx


Rue de Rivoli
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/Rue_de_Rivoli,_Paris,_March_2013.JPG


Crescents de Bath
Fonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/31/Royal.crescent.aerial.bath.arp.jpg


Place Vendôme
Fonte: http://www.freemages.pt/album/paris/place_vendome.jpg

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Renascimento e Barroco - As diferenças que os separam e as diferenças que os unem

20 - Novembro - 2014
Sumário: Renascimento e Barroco - As diferenças que os separam e as diferenças que os unem ...........................................

Entre os séculos XVIII e XIX o Renascimento e Barroco transformaram profundamente o urbanismo Europeu.As diferenças de actuação eram díspares, enquanto o Renascimento procurava a imobilidade dos objectos que compõem o espaço urbano, o Barroco quer expressar movimento.O Renascimento procurava a perfeição numa arte calma o Barroco usa o poder da emoção para impressionar o espectador, em detrimento do equilibrio renascentista.Como exemplo destas dinâmicas urbanas temos:- Piazza della Annunziatta (Florença), Renascimento;- Praça do Capitólio de Miguel Ângelo e Praça de São Pedro em Roma - Barroco.No que confere aos elementos urbanos, as fortificações resultam da evolução das técnicas militares com a disseminação do canhão. Foram criados complexos sistemas defensivos com fossos, rampas, baluartes e muralhas, de aspecto estático e pesado é um sistema defensivo dispendioso. A morfologia da cidade vai ser condicionada pela forma das fortificações que têm um grande impacto visual no território.Relativamente à rua enquanto elemento urbano esta ganha uma enorme importância, a rua renascentista é resultado de um gesto recto na malha urbana executando a sua função primordial, aceder aos edifícios. A rua tornou-se num eixo de perspectiva de valorização urbana.A rua dá origem à avenida tornando-se num elemento cénico muito proponderante é onde decorrem as movimentações humanas como procissões e cortejos. O efeito cénico da rua é dado pelas fachadas dos edifícios que eram utilizadas como meio de ostentação pela nobreza e burguesia do seu poder económico.A rua é um elemento urbano que articula a cidade e é hierarquizado consoante a sua importância. Uma grande invenção deste periodo foi a introdução de alinhamentos arbóreos nas ruas.O desenho da cidade é dado por traçado recticular geométrico, é muito funcional e responde às necessidades distributivas, organizacionais e habitacionais. Também responde à divisão cadastral.

 
Lamas, José Ressano Garcia, Morfologia urbanae desenho da cidade



Lamas, José Ressano Garcia, Morfologia urbanae desenho da cidade



Piazza della Annunziatta, FlorençaFonte: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f9/Piazza_SS_Annunziata_Firenze_Apr_2008_(18)-Piazza_SS_Annunziata_Firenze_Apr_2008_(27).jpg


Praça do Capitólio, Roma
Fonte:http://farm9.staticflickr.com/8294/7590787154_1054078a22_z.jpg

Praça do Capitólio, Roma
Fonte: http://farm8.staticflickr.com/7129/7590747564_72b49a31f5_z.jpg


Praça de São Pedro, Roma (Bernini)
Fonte: http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2012/08/praca-de-sao-pedro.jpg